terça-feira, 12 de abril de 2011

Percevejo barriga-verde Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Pentatomidae) na cultura do Milho Safrinha

Percevejo barriga-verde Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Pentatomidae) na cultura do Milho Safrinha

O milho é a cultura com maior número de eventos transgênicos resistentes a insetos, liberados para comercialização no Brasil até o ano de 2011.

Para a safra 2010/11, estão sendo comercializados 112 híbridos geneticamente modificados que expressam um ou duas proteínas derivadas da bactéria Bacillus thurigiensis que conferem supressão ou controle a população da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) e broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) chamados de milho Bt, sendo 50 cultivares contendo o evento MON 810 (YieldGard®); 40 o evento TC 1507 (Herculex®) e 17 o evento Bt 11(Agrisure TL®), além de três híbridos que contêm o evento MON 89034x NK 603 (YieldGard VT Pro®) e dois com o evento MIR162 (Agrisure Viptera®),

Antes da liberação da biotecnologia, o milho tinha como principal praga a lagarta-do-cartucho, praga que ataca a planta da emergência até o final do enchimento de grãos. Atualmente o percevejo barriga-verde (Dichelops melacanthus) vem ganhando importância nas tomadas de decisão para controle de pragas, e nas lavouras bt, tornando-se a principal praga. Essa praga ataca a planta introduzindo seus estiletes através da bainha até as folhas internas causando lesões. Sugam a seiva na base do colmo, causando o murchamento e depois o secamento da planta. Pode também provocar o perfilhamento do milho, tornando-o improdutivo.

A praga tem o hábito de ficar de cabeça para baixo no colo da planta se alimentando, deixando as plantas com sintomas de murchamento e marcas de punções. 

Embora durante a safra de soja sejam efetuadas diversas aplicações para o controle de percevejos, no momento da semeadura e após a emergência do milho safrinha, o número de percevejos barriga-verde impressiona pela quantidade na região Sul do Mato Grosso do Sul.

Algumas táticas para mitigação da população do barriga-verde são adotadas pelos produtores como: dessecação em pré-plantio com inseticida de contato, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e aplicação de inseticida sistêmico ou de contato em área total após a emergência. Essas medidas são adotadas individualmente ou associadas, dependendo do nível de infestação e dos danos causados pela praga.

Duarte (2009) relata que para as condições de milho safrinha na região de Dourados, MS, o nível de dano econômico do percevejo barriga-verde em milho é de 0,58 insetos/m2. Com isso fica evidente que os percevejos causam perdas significativas nos campos de milho safrinha no sul do Mato Grosso do Sul, pois facilmente são encontrados dois percevejos por planta de milho.

A partir de agora fica claro qual será o principal inimigo dos produtores de milho safrinha da região Sul do Mato Grosso do Sul, O PERCEVEJO BARRIGA-VERDE, sobre o qual serão necessárias táticas integradas de controle visando diminuir a população deste inseto antes da semeadura do milho e após a emergência. As armas são conhecidas, devemos utilizá-las eficientemente.

Na próxima postagem vou listar os produtos com dosagens para o controle do percevejo barriga-verde.

Não consegui achar minhas fotos do percevejo barriga-verde, então, segue uma imagem de uma linda lavoura de milho do dia 10 de abril de 2011, próximo a cidade de Maracaju, MS na rodovia que liga Marcaju a Sidrolândia.
Por Izidro dos Santos de Lima Junior    

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Planilha de Monitoramento de Pragas do Milho

Planilha de Monitoramento de Pragas do Milho

As pragas têm alta relevância na cultura do milho, desde a semeadura até a colheita, a cultura do milho está sujeita ao ataque de pragas no campo. Para ajudar no monitoramento de pragas na cultura do milho, segue o link de uma planilha eletrônica para ser utilizada por técnicos e produtores. Mais tarde publico um post sobre os problemas com pragas no milho safrinha no ano de 2011.

Link: http://www.4shared.com/document/Nmtfy9Wn/Mip_Milho_2009.html

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Safrinha está no Campo: Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul

A Safrinha está no Campo: Milho Safrinha no Mato Grosso do Sul



O milho safrinha está em pleno desenvolvimento no campo (Figuras no final do texto), apesar do atraso no início da semeadura devido as chuvas, a cultura está com crescimento rápido na região que compreende o sul até a região central do Mato Grosso do Sul. Praticamente 70% da área foi cultivada no mês de março, e como as reservas de sementes tinham sido efetuadas antes da “invernada das chuvas”, as sementes que foram ao campo são em sua maioria precoce. Apenas na última semana do mês de março alguns produtores começaram a semear milho “super precoce”, fato que ainda ocorre no mês de abril.

Notem que além da semeadura ter ocorrido no mês de março, no mês de abril alguns produtores estão semeando o milho. Estas duas variáveis, semeadura tardia e milho precoce, podem comprometer o rendimento da safrinha no MS.

Semeadura tardia: no MS existe um zoneamento para cultivo do milho safrinha que se estende até o dia 15/03, podendo variar alguns dias dependente do local, mas devido as chuvas que ocorreram no mês de fevereiro e março, a colheita da soja atrasou, bem como a semeadura do milho, levando os agricultores a prolongar a época de semeadura do milho.

 - Ninguém é obrigado a cultivar milho safrinha ou, - Se os agricultores semearam que agora torçam para que o clima os ajude, essa seria a argumentação dos críticos para a situação atual do milho safrinha. Bom, muitos agricultores (como tinha mencionado anteriormente no texto), já tinham efetuado a reserva da semente, adubo, etc., com contratos a serem cumpridos com a entrega de grãos, então a semeadura era praticamente inevitável. Esse pode ser um dos fatores, mas não o principal, pois primeiramente, agricultor tem o prazer em cultivar qualquer cultura, é a sua profissão, e segundo, com os preços da saca de milho, atualmente acima dos R$ 20,00, e com perspectiva de aumento, não precisaria os agricultores de nenhum outro estímulo na sua tentativa de produção do milho.

Em relação a precocidade do milho semeado, fica a ressalva, poderiam os produtores terem “brigado” um pouco mais com os distribuidores para trocarem os milhos precoce por “super precoce”, embora esse segundo grupo seja de menor produção. E com isso evitar futuras “frustrações de safra” devido a geadas. Bom este assunto é para próximas postagens.

      Por Izidro dos Santos de Lima Junior