terça-feira, 16 de abril de 2013

Os cuidados com a segurança em propriedades rurais - Da maior até a menor propriedade


         Donos de sítios e fazendas já podem contar com o desenvolvimento da tecnologia nos aparatos de segurança para proteger os seus bens conquistados de maneira honesta e com muito suor. Hoje em dia a criminalidade da zona urbana vem migrando para a zona rural, fazendo com que muitos moradores não se sintam mais seguros em suas casas.
A falta de policiamento nos lugares mais afastados é um agravante da situação e os bandidos se beneficiam disso. Toda essa falta de segurança vem gerando o abandono de seus bens e propriedades por parte dos moradores de áreas rurais. Porém, o que muitos deles não sabem é que é possível se proteger e evitar a criminalidade em suas residências de maneira prática e rápida, basta adquirir os equipamentos eletrônicos produzidos especialmente para essas questões.
       Identifique quais são as necessidades de sua propriedade. É importante cercá-la de modo que o assaltante não tenha por onde entrar. Instalar cerca e alarme é o primeiro passo. Essa ação já faz com que o bandido se sinta intimidado com os aparatos de tecnologia que podem fazer com que ele se machuque, ou denunciar a sua ação, dando tempo de ser pego. Para investir mais na segurança das zonas rurais, instalar câmera de segurança é outra ótima ideia. As imagens podem ser assistidas e monitoradas em tempo real para combater o crime e tomar providências imediatas em caso de emergência, ou serem gravadas para serem assistidas posteriormente, pois assim, no caso de algum crime, os autores serão identificados. Além disso, as câmeras de segurança também funcionam como fator de intimidação para a ação dos bandidos.
       Essas medidas devem ser tomadas pela população rural, pois evitam casos de furtos, roubos e arrombamentos dos bens dos moradores, principalmente daqueles que construíram suas moradias e ganharam dinheiro com muito esforço ao longo de anos e anos de trabalho. Enquanto a polícia não aumenta seu efetivo policial, é preciso tomar suas próprias providências, pois nada justifica a falta de segurança e sossego no lugar onde mora.
Procure um especialista em segurança patrimonial e decida quais são as medidas que devem ser tomadas na sua propriedade. 

Autor: Luis Antonio - Muito Mais Digital

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Por que vamos depender da venda do nosso milho para os chineses?, por Glauber Silveira


Diversos usineiros e produtores de milho da região Centro-Oeste estiveram reunidos em Cuiabá na última sexta-feira. O objetivo foi discutir a implantação de novas usinas flex, já que em Mato Grosso temos uma em funcionamento, na cidade de Campos de Júlio, ou seja, a produção de etanol de milho já é realidade no Brasil.
Mas aí vem sempre a pergunta: por que produzir etanol de milho? Bem, primeiro porque temos aí uma grande oportunidade de consumo do milho agregando valor regional. Para mostrar a oportunidade que estamos perdendo considere que Mato Grosso produziu 13,9 milhões de toneladas de milho, mas só consumiu 2 milhões, ou seja, houve uma sobra de 11,9 milhões de toneladas. Já o estado de Goiás produziu 7,8 milhões de toneladas e consumiu 4 toneladas do grão, sobraram 3,8 milhões de toneladas. Mato Grosso do Sul produziu 5,7 milhões e consumiu 1,3 milhões de toneladas do total, 4,3 milhões de toneladas de produção excedente.
Como podemos observar, a região Centro-Oeste produziu 27,1 milhões de toneladas de milho para um consumo regional de apenas 7,3 milhões. Esse consumo se concentra, principalmente, na avicultura, suinocultura e nos confinamentos de bovinos e que, embora tenha aumentado ano a ano, não tem acompanhando a capacidade de expansão da produção do milho. Sendo assim tem sobrado quase 20 milhões de toneladas do cereal no Centro-Oeste.
Neste ano o Brasil exportou 21 milhões de toneladas de milho, exportação que ocorreu graças à quebra mundial na produção do grão, sobretudo nos Estados Unidos, o que fez com que o Brasil pudesse colocar a preços remuneradores o excedente da produção nos portos, caso contrário teríamos armazéns abarrotados com em anos anteriores. Lembrando que mesmo exportando este volume expressivo, ainda temos milho sobrando no Brasil. O problema é que ele está em Mato Grosso e custa muito caro levar uma carga de milho do Estado para os portos ou para Santa Catarina, onde está faltando.
Na safra de 2011/2012 o Brasil teve uma oferta global de 84,1 milhões de toneladas, incluido estoques de passagem e produção, mas consumiu apenas 52,5, ou seja, sobraram 31,6 milhões de toneladas. E o pior é que no Centro-Oeste poderíamos ter produzido mais 14 milhões de toneladas. Claro que não produzimos porque teríamos um sério problema de preço por dois motivos principais: não teríamos como consumir tudo internamente, além do que teríamos que exportar todo o produto pelas rodovias do Brasil ao custo do frete mais caro do mundo.
Para se ter uma ideia, hoje o milho em Mato Grosso está a um preço médio, em Sorriso, de 18 reais, e custa 14 reais para levá-lo ao porto. Ou seja, a cada três sacas que enviamos ao porto duas são para pagar o frete. Isto logicamente porque nosso transporte é predominantemente rodoviário, se tivéssemos mais ferrovias e hidroviárias e se soubéssemos explorar adequadamente cada modal de acordo com a distância a ser percorrida (curtas de caminhão e longas de trem e barcaças) este custo seria muito menor: a cada três sacas gastaríamos uma em frete ou até menos.
Diante desse cenário, uma das grandes alternativas para agregarmos valor ao milho do Centro-Oeste é utilizá-lo, em parte, nas usinas de cana-de-açúcar onde - com uma ampliação - conseguimos produzir etanol, DDGs e óleo. Hoje com uma tonelada de milho podemos produzir até 240 kg de DDGs (que são os grãos secos de destilaria, produto excelente para ração animal), outros 395 litros de álcool e ainda 20 litros de óleo.
Diversos usineiros estão vislumbrando a produção do etanol de milho, uma vez que agrega valor industrial, possibilita que a usina ao invés de ter atividade industrial por apenas seis meses possa chegar a operar quase o ano todo. Isto, sem dúvida, reduz os custos operacionais do próprio etanol de cana, já que tem outro produto dividindo os custos. Como prova da viabilidade do modelo, já existem duas novas usinas flex em fase de aquisição de equipamentos, uma em Mato Grosso e outra em Goiás.
A produção de etanol de milho regionalmente seria um grande benefício segundo a Célere Consultoria. Para cada 1 milhão de tonelada de milho transformada em etanol e DDGs teríamos uma receita anual de 700 milhões de reais, o que geraria 180 milhões de impostos ao Estado e 150 novos empregos diretos. Sem dúvida, é uma grande iniciativa e que merece apoio do governo.
Este é o questionamento que faço: vamos ficar dependendo da China consumir nosso milho ou vamos fazer como os norte-americanos e encontrar uma alternativa que agregue valor e nos tire da total dependência do mercado externo? Claro que o etanol tem seus problemas, mas qual cadeia neste país não tem?
A nossa prioridade deve ser buscar soluções, cobrar do governo uma política para os biocombustíveis, afinal este governo posa de ambientalista, mas tem sua política voltada ao combustível fóssil e rodovias, e nós brasileiros pagamos a conta perdendo uma grande oportunidade de crescermos e sermos muito mais competitivos. Imaginem o Brasil com ferrovias, hidrovias, uma política energética sustentável com real apoio aos biocombustíveis, sou otimista vamos chegar lá.
GLAUBER SILVEIRA é engenheiro agrônomo, produtor rural, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). Twitter: @GlauberAprosoja E-mail: glauber@aprosoja.com.br

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Questão Agrária - É preciso Discutir a Divisão

Um tema que sempre levanta discussões acaloradas - algumas vezes sem o devido conhecimento - é  o direito de propriedade do solo. O Brasil precisa atender as reivindicações das diferentes alas da sociedade, mas esbarra na falta de diálogo. Este assunto foi tema de discussão do Programa Canal Livre da Rede Bandeirantes no dia 23/09/2012. Assista a todos os vídeos, e comece a ter um posicionamento com base em informações concretas.
Segue:

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pragas atingem 10% da área plantada com milho na China



Infestação de lagartas pode gerar um prejuízo de quatro milhões de toneladas do grão
por Agência Estado

Infestação de lagartas pode comprometer a safra de milho na China e perdas podem chegar a 4 milhões de toneladas
A produção de milho da China em 2012 deve cair abaixo das expectativas anteriores devido a uma infestação de lagartas, o que deve estimular ainda mais a alta dos preços provocada pela estiagem em grandes produtores do grão, como os Estados Unidos.

Alguns analistas preveem que a China possa perder até 4 milhões de toneladas de sua próxima colheita devido às pragas. Assim, a safra somaria 197 milhões de toneladas, ainda um número recorde.

Cerca de 10% da área plantada com milho no país foi atingida por lagartas, que podem devastar lavouras. A infestação é a mais séria em uma década, afirmou o Ministério da Agricultura chinês. A China é o segundo maior consumidor global do grão. Até esta terça-feira (14/8), cerca de 3,3 milhões de hectares haviam sido atingidos, com cerca de 430 mil hectares registrando uma infestação "séria", disse o órgão em nota.

As áreas afetadas incluem as províncias de Heilongjiang, Jilin, Liaoning e Hebei, assim como a região autônoma da Mongólia Interior, disse o ministério. Juntas, essas regiões são responsáveis por cerca de 45% da produção total de milho na China.

O analista Ma Wenfeng, da Beijing Orient Agri-business Consultant, disse que a razão para o alastramento da praga foi o excesso de chuvas. "Isso terá um impacto mínimo no saldo de oferta e demanda de milho na China", disse Ma, lembrando os altos estoques e importações do governo no primeiro semestre de 2012.

O Centro Nacional e Informações sobre Grãos e Óleos revisou nesta quarta-feira (15/8) para baixo sua estimativa para a safra 2012 do país, de 197,5 milhões para 197 milhões de toneladas.

O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) prevê que as importações chinesas em 2012/13 atinjam 5 milhões de toneladas. Mas as compras externas podem ser maiores se as lagartas causarem mais estragos.

O acontecimento favoreceu fabricantes de pesticidas, como a Jiangsu Lanfeng Biochemical e a Shenzhen Noposion Pesticide, cujas ações subiram nos últimos dois dias. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Pulverização aérea está liberada



O governo federal voltou atrás na decisão que proibia a pulverização aérea de produtos químicos sobre as lavouras. Pelo menos para esta safra, a temporada 2012/13 que tem início no Brasil a partir de setembro com o plantio de soja, em Mato Grosso, poderá ser realizada.

Quatro moléculas (Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil) haviam sido proibidas em meados do mês passado, após um comunicado emitido pelo Ibama sob o argumento de que os ativos dizimavam as abelhas. A decisão contra a formulação de alguns inseticidas havia pego o segmento agrícola de surpresa, já que as compras dos insumos, de sementes aos defensivos, estavam realizadas desde o semestre anterior.

Ontem, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e demais entidades do setor produtivo, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), receberam resposta positiva da ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman, às reivindicações feitas em reunião realizada na semana passada sobre o registro de novos agroquímicos para o controle da ferrugem asiática e também para a medida Ibama, que proibiu a pulverização aérea de alguns agroquímicos.

Segundo o senador Cidinho Santos - suplente do senador Blairo Maggi e que intermediou o encontro entre as entidades e a Casa Civil - a ministra Gleise Hoffman informou, por telefone, que o Ibama decidiu retirar o comunicado. Com a decisão, a restrição valerá apenas para as próximas safras, conforme informou Cidinho, na tribuna do Senado, na última quarta-feira.

De acordo com o gestor do Núcleo Técnico da Famato, Eduardo Godoi, a medida dará mais tempo para os produtores se adequarem às novas regras e procurarem produtos alternativos e para que a indústria faça estudos comprovando que a técnica não é nociva às abelhas. Ainda não existem pesquisas no Brasil que efetivamente comprovem que estes ativos prejudicam a polinização. “A aviação agrícola é essencial para a aplicação dos agroquímicos nas lavouras de soja, milho e algodão. Este modelo de aplicação se adequa perfeitamente às propriedades de grande porte, muito comum em Mato Grosso. São mais de 50 produtos que contém em sua composição os ingredientes ativos que o Ibama proibiu e seria impossível que os produtores encontrassem substitutos imediatamente”, explica.

O presidente da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro, considerou a liberação para o uso por um ano positiva, mas temporária. “Não vamos ter prejuízo nesta safra e isto é bom. Mas vamos continuar lutando para mostrar, por meio de pesquisas, que não existem danos aos insetos”, explicou.

NOVIDADES - O senador Cidinho Santos disse que a ministra informou que dos dois agroquímicos que estão em análise para o controle da ferrugem asiática - doença causada por um fungo e que afeta as lavouras de soja, ao reduzir a produtividade - um já está em estágio mais avançado de homologação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Segundo a ministra em um prazo de 30 a 40 dias esse produto estará devidamente autorizado, podendo ser utilizado já na safra 2012/2013”, comenta.

Em relação à autorização da Anvisa, Fávaro acredita que o prazo de 30 a 40 dias pode ser insuficiente para esta safra. “É importante que haja a liberação, mas tememos que os produtores não consigam usar este produto ainda nesta safra”, afirmou. 


Fonte: Diário de Cuiabá - Da Redação

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pulverização áerea: Proibição do Ibama é debatida em nível ministerial


A discussão agora está em nível ministerial, entre as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente. Esse foi o resultado da reunião ocorrida na última sexta-feira (10), em Brasília, sobre a proibição, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), do uso aviões para a pulverização de quatro tipos de defensivos usados em lavouras no País. O encontro ocorreu no Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA) e, além do presidente do Sindag, Nelson Antônio Paim, e de representantes do IBAMA, contou com a presença de membros das indústrias de defensivos (Syngenta, Basf, Bayer, Rotam, Milenia) da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), do Sindag defensivos (Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola) e das associações de produtores de soja, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.

Conforme Paim, o grupo apresentou ao MAPA e IBAMA as minutas elaboradas pelos sete grupos de trabalho (formados pelas entidades da aviação, produção e defensivos), que discutiram os impactos da medida sobre o setor primário brasileiro. “Aparentemente, os argumentos foram bem aceitos pelo MAPA, que reconheceu a importância da aviação. Esperamos agora que o IBAMA analise melhor os dados e se sensibilize da necessidade de rever a medida”, explica o presidente do Sindag.

ABRANGÊNCIA

A proibição do IBAMA abrange defensivos que tenham os princípios ativos Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. Segundo o órgão ambiental, a medida foi motivada pelo fato do produto ser prejudicial às abelhas. Os produtos são usados em lavouras como soja, milho, arroz, algodão, cítricos e outras. E agora não podem ser aplicados por aviões. O que, para o Sindag, é um contrassenso, já que a aviação é justamente a ferramenta mais eficiente e segura para aplicação de defensivos. Além disso, a medida simplesmente inviabilizaria o setor aeroagrícola brasileiro.

A proibição pelo IBAMA abrange também os outros meios de aplicação nas épocas de florada ou na presença de abelhas nas lavouras. Em linhas gerais, o sindicato aeroagrícola apresentou dados da área de lavouras atendidas por aviões no Brasil e reforçou a importância das aeronaves para o controle de pragas em lavouras como cana-de-açúcar, algodão, cítricos e soja. O Sindag também voltou a bater na tecla da segurança e capacidade técnica da aviação e propôs uma conversa entre todos os setores e os produtores de mel, para analisar um manejo que viabilize a convivência da apicultura com as lavouras.
Fonte: SINDAG

Governo vai conceder mais de 17 mil km de rodovias e ferrovias para privatização


O governo anuncia na manhã desta quarta, dia 15, o Programa de Investimentos em Logística para rodovias e ferrovias com o objetivo de estimular uma maior participação da iniciativa privada nos investimentos de infraestrutura no país. Serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias.

Os investimentos, nos próximos 25 anos, vão somar R$ 133 bilhões, sendo que R$ 79,5 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos. Para as rodovias, o total investido será R$ 42 bilhões e para as ferrovias, o programa de investimentos soma R$ 91 bilhões.

Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estão previstas a duplicação dos principais trechos rodoviários do país e a expansão da malha ferroviária brasileira.

– Temos a convicção de que o imperativo para o desenvolvimento acelerado do país é a disponibilização de uma ampla e moderna rede de infraestrutura logística eficiente e a prática de tarifas módicas, custos de operações de transportes baratos – disse Passos.

Nas próximas semanas, serão anunciadas também concessões para portos e aeroportos. Participam do solenidade no Palácio do Planalto, os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Miriam Belchior; de Minas e Energia, Edison Lobão; da Secretaria de Portos, Leônidas Cristino, e da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt. Estão presentes alguns dos principais empresários do Brasil.

No início da manhã, antes da cerimônia de anúncio, o plano foi apresentado aos representantes das centrais sindicais pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. As medidas também foram discutidas com empresários do setor.
Fonte: Agência Brasil